No estudo intitulado “Consciência no berço: sobre a emergência da experiência infantil”, os pesquisadores defendem que, desde o nascimento, o cérebro em desenvolvimento do bebê é capaz de vivenciar experiências conscientes que deixam marcas duradouras no desenvolvimento do senso e da compreensão de identidade.
A questão da consciência no início da vida humana ainda é um enigma.
O artigo destaca que, ao nascer, o cérebro do bebê pode experienciar estados conscientes que influenciam profundamente sua percepção e autoconhecimento.
Isso se torna um desafio, pois os bebês não podem comunicar seus pensamentos ou sentimentos.
Quase todos que seguraram um recém-nascido já se perguntaram como é ser um bebê, embora não tenhamos memória dessa fase.
Para lançar uma nova luz sobre o surgimento da consciência, os pesquisadores se apoiaram nos avanços recentes da ciência da consciência. Em adultos, identificou-se que certos marcadores em imagens cerebrais distinguem de forma confiável a presença ou ausência da consciência, sendo cada vez mais utilizados na medicina e na pesquisa.
Pela primeira vez, esses marcadores foram analisados em bebês para avaliar sua consciência. Os dados indicam que recém-nascidos conseguem integrar respostas sensoriais e cognitivas em desenvolvimento, formando experiências conscientes coerentes que os ajudam a entender as ações alheias e a planejar suas próprias reações.
Além disso, o estudo sugere que, em qualquer momento, a criança tem consciência de menos elementos do que um adulto e pode levar mais tempo para compreender o ambiente ao seu redor. Contudo, nessa fase, ela processa com facilidade informações variadas, como sons de línguas diferentes, habilidade que diminui com o crescimento.

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