“A existência do ser humano é essencialmente psicossomática”

Sim, nossa existência é essencialmente psicossomática. 

Para Winnicott, a natureza humana é psicossomática e de que essa coesão entre psique e soma não é dada, simplesmente, mas uma conquista do amadurecimento, dependendo, para sua realização, dos cuidados ambientais, sobretudo dos que são proporcionados no começo da vida. 

A natureza humana não é uma questão de corpo e mente – e sim uma questão de psique e soma inter-relacionados, que em seu ponto culminante apresentam um ornamento: a mente

Precisamos estar firmemente alojados em nosso próprio corpo, para que possamos nos sentir confortáveis como nossa morada. 

participação ativa de um ser humano que cuide dele ( segure, sustente, suporte… ) e que seja tratado de forma integra também por esses cuidadores

Para Winnicott, uma pessoa saudável se estrutura de modo tal que o si-mesmo é construído sobre o corpo, ou seja, o corpo é a base para o si-mesmo. 

“é sobre o corpo e a partir do corpo que funciona, que se desenvolve uma personalidade que também funciona, que é completa, unificada, que possui defesas contra angústias e é capaz de se relacionar com outras pessoas”

Winnicott  aponta que o corpo humano se constitui pelo inter-relacionamento entre a parte somática, a parte psíquica e a mente, sendo a mente decorrente do funcionamento do soma e psique. 

O processo de construção dessa totalidade psicossomática tem seus momentos inaugurais nas fases mais primitivas do processo desenvolvimental, no início da vida, mesmo sem consciência. 

O indivíduo saudável é resultado de um processo de amadurecimento em que os cuidados maternos proporcionam o alojamento da psique no soma

“o manuseio da pele no cuidado do bebê é um fator importante no estímulo a uma vida saudável dentro do corpo, da mesma forma como os modos de segurar a criança auxiliam no processo de integração” 


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