A percepção do tempo é uma questão complexa e intrigante. É comum ouvirmos afirmações de que o tempo parece estar passando mais rápido.

Todo mundo já ouviu ou até enunciou algo como ‘parece que o tempo está voando!’ ou ‘nem vi o tempo passar…’ Mas a verdadeira natureza da percepção temporal ainda é objeto de estudo e debate entre cientistas e filósofos.

Neurocientistas explicam que o motivo pelo qual alguns momentos da vida parecem particularmente mais longos que outros é que, durante esses momentos, provavelmente, a pessoa foi exposta à muitas experiências novas, com níveis maiores de atenção e emoção. Seu cérebro, por sua vez, percebe os eventuais episódios como sendo mais duradouros.

É por isso que à medida que envelhecemos, temos a impressão de que o tempo passa mais rápido. O mundo que percebemos é fruto de como nossos sentidos interpretam esse mundo. Quando a informação recebida pelo cérebro é familiar, seu processamento ocorre muito rapidamente.

Por outro lado, informações e estímulos novos são mais lentamente processados e geram a sensação de tempo alongado. Quando recebemos um fluxo muito grande de informações novas, o cérebro demora um tempo para processá-las. Quando mais tempo ele demorar, mais longo o tempo nos parecerá.

Referências: [1] Craik, F. I., & Hay, J. F. (1999). Aging and judgments of duration: Effects of task complexity and method of estimation. Perception & Psychophysics, 61(3), 549-560 e 

[2] Fontes, R., Ribeiro, J., Gupta, D. S., Machado, D., Lopes-Júnior, F., Magalhães, F., … & Teixeira, S. (2016). Time perception mechanisms at central nervous system. Neurology international, 8(1), 5939.


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