Tornar-se mãe pode parecer algo automático, não é? Mas, na verdade, não é bem assim.
Por muito tempo, se acreditou que as mulheres possuíam um “instinto materno”, uma crença antiga que sugeria que “todas as fêmeas” tinham uma predisposição natural para a maternidade.
Nosso cérebro não está totalmente preparado para ser Mãe, mas ele vai se modificando
Ficamos mais resilientes aos choros: nossa amígdala cerebral começa a entender que choro não significa só dor ou sofrimento;
O choro pode ser um pedido de colo, isso acalma nosso sistema de reação e vamos mais devagar atendê-lo
Por outro lado, nosso sistema motor age muito mais rápido (quase de modo reflexo) quando percebemos que a criança se machucou. Quando ouvimos o “choro de machucado” pulamos de onde estivermos!
No início nosso sistema de regulação do estresse fica uma bagunça, porque além de não dormir e comer direito, as regiões emocionais e cognitivas ficam nos “alertando” em uma preocupação constante
Quando eles dão o primeiro sorriso, descobrimos um amor desproporcional que muda todos os nossos circuitos neurais de empatia e afeto
Além disso, nosso sistema de recompensa é reforçado cada dia mais, pois recebemos tanto amor de maneiras tão simples, que isso gera uma gratificação enorme
Vai chegar o momento de retornarmos a própria vida de forma gradual. Isso ficará um pouco confuso, pois nosso cérebro fica muito mais preparado para decifrar o mundo para nossos pequenos do que para nós mesmos, e precisamos deixar que eles tenham suas próprias experiências
Ser mãe vai muito além de ter um filho, é ultrapassar os próprios limites de neuroplasticidade e resiliência!




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